Please use this identifier to cite or link to this item: http://hdl.handle.net/20.500.11997/1076
Title: Insígnia da Cruz de Mérito Izabel a Redentora
Issue Date: 1956
Publisher: Rio de Janeiro: Aviz Condecorações, 1956
Abstract: Insígnia em liga metálica dourada, formada por cruz grega bifurcada, maçanetada, esmaltada de branco, perfilada de dourado, tendo ao centro, medalhão redondo, em liga metálica dourada, com efígie da Princesa Isabel, de perfil à direita, circundada na orla pela legenda “IZABEL A REDENTORA”, em fundo azul claro, com decoração nas bordas do medalhão. Reverso igual ao anverso, com diferença para o medalhão, tendo ao centro as datas “6/19-53/7”, circundado na orla pela legenda “REGENTE DO IMPÉRIO”. Entre os braços da cruz, decoração de ramos de tabaco e café. Encimando a cruz coroa imperial vazada em liga metálica dourada e esmaltada de verde. Insígnia pendente de argola, passador vertical e fita de chamalote na cor verde, tendo nas extremidades colchete e gancho. Medalha pendente de pescoço. Insígnia acondicionada em estojo retangular, forrado de papelão na cor verde, com decoração sinuosa nas bordas. Na parte interior da tampa, no canto superior esquerdo, faixa nas cores verde e amarelo, disposta na diagonal. Na parte central o nome do fabricante: “AVIZ/ (representação da cruz de Avis)/ CONDECORAÇÕES. OUVIDOR, 169- RIO”. Na parte interna do estojo, reserva para a insígnia, miniatura da insígnia e botão de lapela.
Description: “Princesa Isabel (1846-1921) foi regente do Império no Brasil. Filha de D. Pedro II, assinou a Lei do Ventre Livre e a Lei Áurea, que acabou com a escravidão no Brasil. Segunda filha do Imperador D.Pedro II e da Imperatriz Tereza Cristina, nasceu no Palácio de São Cristóvão, Rio de Janeiro. Irmã da Princesa Leopoldina. Isabel foi a última princesa do Império Brasileiro. Atuou como regente, por três vezes, quando o imperador Pedro II se ausentou do País. Assinou a Lei do Ventre Livre, demitiu o ministro Barão de Cotegipe, em favor do Conselheiro João Alfredo, e em 13 de maio de 1888, assinou a Lei Áurea, que proibia a escravidão no Brasil. A Princesa Isabel (1846-1921) nasceu no Palácio de São Cristóvão, Rio de Janeiro, no dia 29 de julho de 1846. filha do Imperador Pedro II e da Imperatriz Tereza Cristina. Tornou-se a herdeira do trono, com a morte de seus dois irmãos. Sua irmã mais nova, Princesa Leopoldina foi sua grande companheira. Para a educação da futura imperadora e de sua irmã a princesa Leopoldina, D.Pedro II designou como sua primeira preceptora, a Condessa de Barral, filha do Embaixador Domingos Borges de Barros. Para elaborar o vasto e rígido programa de estudos, foram contratados diversos mestres, entre eles o Visconde de Pedra Branca. A princesa Isabel mostrava grande interesse pelo estudo de ciências e de química. Desde cedo a princesa se preocupava com a educação no país. No dia 29 de julho de 1860, a princesa com 14 anos, obedecendo a Constituição, presta juramento de "manter a religião católica, observar a constituição política do País e ser obediente às Leis e ao Imperador". Em 15 de outubro de 1864 a Princesa Isabel casa-se com o Conde D'Eu. No dia 29 de julho de 1871, conforme a Constituição Brasileira de 1824, a Princesa Isabel, ao completar 25 anos, torna-se a primeira senadora do Brasil. Nesse mesmo ano D. Pedro viaja para Europa, D. Isabel assume a regência e no dia 28 de setembro de 1871 assina a Lei do Ventre-Livre. Em 15 de outubro de 1875, depois de onze anos, nasceu seu primeiro filho, o Príncipe D. Pedro de Alcântara, e em 26 de janeiro de 1878 nasceu seu segundo filho, D. Luís Maria Filipe. Seu terceiro filho D. Antônio Gastão Francisco nasceu na França, em 09 de agosto de 1881 e no mesmo ano a família voltou para o Brasil. A Princesa Isabel assume, pela segunda vez a regência, quando D. Pedro vai à Europa para tratamento de saúde. Nessa época a campanha abolicionista contava com o apoio de vários setores da sociedade e o fim da escravidão era uma necessidade nacional. A princesa aliou-se aos movimentos populares e aos partidários da abolição da escravatura. Eram tensas as relações do ministro Barão de Cotegipe, que era a favor da escravidão, com a princesa. Para não adiar o fim da escravidão, a princesa assinou a demissão do Barão e nomeou o Conselheiro João Alfredo para o seu lugar. No dia 13 de maio de 1888, finalmente D. Isabel assinava a lei Áurea, que dizia: "A partir desta data ficam libertos todos os escravos do Brasil. No dia 15 de novembro de 1889 foi proclamada a República e no dia 17, D. Isabel seguiu, com toda sua família, para o exílio. Ficou instalada no castelo da família do Conde D'Eu, na Normandia. Isabel Cristina Leopoldina Augusta Micaela Gabriela Rafaela Gonzaga de Bragança e Bourbon, morreu no dia 14 de novembro de 1921. Seus restos mortais foram transladados em 6 de julho de 1953 para o Rio de Janeiro, juntamente com os de seu marido, o Conde D'Eu, para o Mausoléu da Catedral de Petrópolis”.
No reverso a data “6-7-1953”
Acompanha Miniatura da Insígnia de Nº. de registro TT M 04.0052.2, Botão de lapela de Nº. de registro TT M 04.0052.3 e diploma de concessão da Cruz do Mérito Isabel a Redentora, concedida a Tetra de Tefé, pela Cruzada Tradicionalista Brasileira, em reconhecimento a seus méritos de cultor das tradições históricas e culturais da nacionalidade brasileira, em 13 de setembro de 1956, na cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro. “Ordem da Izabel a Redentora Regente do Império. Concedida por Círculos Monarquistas em 1953, por ocasião do translado dos restos mortais da Princesa Izabel, de Paris ao Rio de Janeiro [...]”. Fonte: LOTE 451. In: Antonio Ferreira leiloeiro Público. Rio de Janeiro, 2012. Disponível em: <https://www.antonioferreira.lel.br/peca.asp?ID=7899&ctd=55&tot=80>. Acesso em: 02 mar. 2015.
URI: http://hdl.handle.net/20.500.11997/1076
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