LC - Severino Milanês da Silva

Severino Milanês da Silva, pernambucano de Bezerros (18 de maio de 1906 - Vitória de Santo Antão, 1956/1967) tanto era bom no improviso da cantoria, quanto nos romances, e alguns deles ficaram imortalizados na memória popular, visto sua predileção pelas histórias de amor e de príncipes e princesas de reinos imaginários. Entre suas obras estão o Romance do príncipe Guidon e o cisne branco; Gilvan e Ricardina no Reino das Violetas, O príncipe do Barro Branco e a princesa do Reino do Va- Não-Torna; As três princesas encantadas; História do príncipe do Limo Verde e a princesa Ivanete etc. Nesse ponto, teve influência direta de Leandro Gomes de Barros, herdeiro e recriador do acervo tradicional europeu, que nos chegou da Península Ibérica pela voz dos colonizadores. Sua produção é bastante diversificada. É autor do FortePernambucano, escrito na década de 40, um marco, gênero de poema mais longo realizado pelos poetas de gabinete, isto é, por aqueles que só escreviam e em geral não eram cantadores, ampliando ainda mais seu campo de ação, já que possuía fama de grande repentista e glosador. Arsenal de guerra Átila de Almeida e José Alves Sobrinho, organizadores do volume Marcos e vantagens 1 - Romanceiro popular nordestino, afirmam que Milanez teria se referido nesse poema a uma aparelhagem bélica utilizada na Segunda Guerra Mundial. Apesar dessa atualidade cronológica, do ponto de vista da forma, Milanez ateve-se aos mesmos princípios adotados por seus predecessores na feitura do marco: construir um arsenal de guerra para vencer o rival, cantador como ele, que ousasse se aproximar da obra feita, e que aparece nos versos sob a forma de castelos, fortificações, muralhas etc. Além disso, consagrou-se no gosto popular com a Peleja de Pinto com Milanez, travada entre ele e outro poeta igual na sina e no nome Severino Lourenço da Silva Pinto, mais conhecido como Pinto do Monteiro, sua ribeira natal e que se tornou peça obrigatória do repertório de qualquer repentista nordestino daí pra frente. Na Antologia ilustrada dos cantadores, Otacílio Batista e Francisco Linhares referem-se a Monteiro como um gênio do improviso. Mas o duelo não teve vencedores, porque Milanez também compartilhava a mesma fama. Fonte: http://casaruibarbosa.gov.br/cordel/SeverinoMilanes/severinoMilanes_biografia.html#

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