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dc.contributor.orientador Cabral, Eula Dantas Taveira
dc.contributor.author Gomes, Francisco José Gonçalves
dc.date.accessioned 2026-09-23T01:02:08Z
dc.date.available 2026-09-23T01:02:08Z
dc.date.issued 2026
dc.identifier.citation GOMES, Francisco J.G.. Do Museu do Índio ao Museu Nacional dos Povos Indígenas. Rio de Janeiro. 2026, 146 f. Dissertação e Produto (Mestrado Profissional em Memória e Acervos) - Programa de Pós-Graduação em Memória e Acervos, Fundação Casa de Rui Barbosa, Rio de Janeiro. pt_BR
dc.identifier.uri http://hdl.handle.net/20.500.11997/19140
dc.description Banca examinadora: Eula Dantas Taveira Cabral, FCRB (orientadora); Lia Calabre de Azevedo, FCRB (membro interno); Antonio Herculano Lopes, FCRB (membro interno suplente); Adilson Vaz Cabral Filho, UFF (membro externo); Erika Schreider, INCA (membro externo suplente)
dc.language.iso pt_BR pt_BR
dc.publisher Rio de Janeiro (RJ, BR): Fundação Casa de Rui Barbosa pt_BR
dc.subject Museu do Índio pt_BR
dc.subject Museu Nacional dos Povos Indígenas pt_BR
dc.subject Memória pt_BR
dc.subject Patrimônio cultural pt_BR
dc.title Do Museu do Índio ao Museu Nacional dos Povos Indígenas pt_BR
dc.type Dissertação pt_BR
dc.degree.level Mestre em Memória e Acervo
dc.degree.local Rio de Janeiro
dc.description.abstract Esta dissertação analisa a trajetória institucional do Museu do Índio (MI), desde sua fundação em 1953 até sua refundação como Museu Nacional dos Povos Indígenas (MNPI), em 2023, com foco nas disputas simbólicas e políticas que atravessam a produção da memória e a gestão do patrimônio indígena no Brasil, tendo como base central a teoria crítica. O problema central consiste em compreender como o MI, historicamente estruturado sob um modelo tutelar de representação, moldou regimes estatais de visibilidade sobre os povos indígenas e de que modo a transição para o MNPI tensiona essa herança instituciona. O objetivo é investigar se a mudança de nomenclatura e de vinculação administrativa representa ruptura substantiva nos regimes de representação e gestão do patrimônio indígena ou se configura atualização simbólica de estruturas herdadas. A pesquisa adota abordagem qualitativa, fundamentada no materialismo histórico, articulando análise bibliográfica e documental a uma leitura hermenêutica situada. Como ferramenta de apoio analítico, utiliza-se o modelo RADAR (Roteamento Analítico de Documentos e Arquivos em Rede), desenvolvido no âmbito da pesquisa para organizar e sistematizar corpus documental heterogêneo. Os resultados indicam a permanência de estruturas simbólicas e epistemológicas associadas ao indigenismo tutelar, mesmo diante da inflexão institucional recente. A inclusão de sujeitos indígenas na gestão configura avanço relevante, mas não assegura, por si só, transformação estrutural dos dispositivos de representação. Conclui-se que o MNPI se constitui como campo de disputa política e epistemológica, cuja legitimidade dependerá da consolidação de práticas de coautoria, consulta permanente e revisão crítica das mediações estatais sobre a memória indígena. A pesquisa contribui para o debate sobre memória pública, patrimônio e crítica institucional, ao compreender a transição museológica como processo histórico em aberto. pt_BR
dc.degree.programa Programa de Pós-Graduação em Memória e Acervos (PPGMA)


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